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​Nossa
História
Conheça a História e os Indicadores do FICCA – Festival Internacional de Cinema do Caeté
– 2025
Criado em 2014 pelo Carpinteiro de Poesia Francisco Weyl, em Bragança do Pará, o FICCA – Festival Internacional de Cinema do Caeté chega a 2025 como um dos mais importantes movimentos de cinema comunitário, pedagógico, experimental e insurgente da Amazônia.
Sua trajetória de dez anos é marcada por territorialidade, diversidade, formação de público e criadores, e pelo compromisso com estéticas de guerrilha e tecnologias do possível.
O festival se expande para além da Região dos Caetés, com atividades transatlânticas no Porto (Portugal) e em Praia (Cabo Verde), construindo redes solidárias entre comunidades amazônidas, universidades, coletivos audiovisuais e cineclubes.
1. Um festival amazônida, comunitário e transnacional
O FICCA se estrutura como uma ação contínua que envolve:
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projeções cinematográficas e cineclubistas;
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oficinas de formação audiovisual;
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rodas de conversa e debates temáticos;
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mostras competitivas e não competitivas;
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circulação internacional;
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ações formativas em escolas, quilombos, praias e comunidades periféricas;
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exibições presenciais, híbridas e virtuais.
A programação culmina anualmente em 8, 9 e 10 de dezembro, com atividades em:
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Bragança,
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Augusto Corrêa,
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Ajuruteua,
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comunidades ribeirinhas, praieiras e quilombolas,
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transmissões online para cidades vizinhas da Região dos Caetés.
Entre 2014 e 2025, o FICCA impactou dezenas de milhares de pessoas, fortalecendo redes audiovisuais na Amazônia e no Atlântico.
2. Indicadores Históricos Consolidados (2014–2025)
Filmes selecionados
Somando as nove primeiras edições (2014–2024):
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477 filmes selecionados, sendo:
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38 estrangeiros (5,8%)
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439 brasileiros (67,4%)
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100 amazônicos (15,4%)
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74 paraenses (11,4%)
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Em 2025, o festival atingiu o recorde histórico de 673 inscrições.
Filmes premiados na história do festival (2014–2024)
Entre 2014 e 2022, conforme os relatórios oficiais, o festival premiou:
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58 filmes (em suas categorias competitivas)
Obs.: Estes números se referem a FILMES premiados — não a pessoas homenageadas.
3. Linha da Memória – Prêmios e Homenagens (2016–2025)
Entre 2016 e 2025, o FICCA instituiu um campo próprio de reconhecimento a artistas, líderes comunitários, ativistas, educadores e realizadores, consolidando a Linha da Memória, que valoriza trajetórias de luta, arte, resistência e formação.
Com base nos documentos oficiais enviados, a Linha da Memória registra:
✔ 20 premiados (2016, 2020, 2022, 2025)
✔ 8 realizadores homenageados (2015–2025)
TOTAL: 28 reconhecimentos oficiais da Linha da Memória do FICCA
Premiados (Linha da Memória – 2016/2020/2022/2025)
2016
• Grande Prêmio de Direitos Humanos
2020
• Arthur Leandro – Documentário
• Padre Bruno Sechi – Longa
• Cláudio Cardoso – Média
• Egídio Sales Filho – Curta
2022
• Arthur Leandro – Mis En Scene
• Paulinho Fonteles – Experimental
• Gabriel Pimenta – Animação
• Paulo Paulino Guajajara – Longa Documentário
• Irmã Dorothy – Longa Ficção
• Dema – Média Documentário
• Marga Rothe – Média Ficção
• Jaime Teixeira – Curta Documentário
• Paulo Fonteles – Curta Ficção
• Isa Cunha – Direitos Humanos
• Egídio Sales – Melhor Filme Educativo
2025
• Joseny Santos – Poéticas das Gambiarras
• Joel Antônio dos Santos – Estéticas de Guerrilha
• Paulo Miranda – Tecnologias do Possível
Realizadores homenageados (2015–2025)
• Júlio Silvão — Cabo Verde (2015/2016/2025)
• João Sodré — Portugal (2015)
• Sérgio Péo — Brasil (2021)
• Sério Fernandes — Portugal (2021)
• Ana Tinoco — Portugal (2021/2022)
• Vicente Cecim — Brasil (2022)
• Sérgio Santeiro — Brasil (2022)
• Paulo Miranda — Brasil (2025)
4. Reconhecimento, expansão e circulação (2020–2025)
Mesmo durante a pandemia, o festival:
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recebeu mais de 400 inscrições em 2020;
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realizou edições virtuais e híbridas;
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estruturou duas edições em 2021;
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ampliou em 2022–2024 suas redes internacionais;
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e consolidou, em 2025, uma grande circulação amazônida com Mostras:
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Cinema de Guerrilhas
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Negro FICCA
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Caeté-Cult
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Cinema das Amazônias
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Juventudes Caeté
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5. O Público Criador – Metodologia FICCA
As oficinas audiovisuais formam público e criadores, a partir de:
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acessibilidade tecnológica (celulares, baixo orçamento);
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pedagogia comunitária;
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criação coletiva;
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fortalecimento territorial.
Em 2024–2025:
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80 jovens formados;
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10 escolas atendidas;
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12 curtas produzidos;
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exibição oficial na programação do festival.
6. Diversidade e Democratização
O FICCA afirma:
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cinema feminino, negro, indígena e LGBTQIA+;
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cinema quilombola e escolar;
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poéticas experimentais amazônicas;
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narrativas periféricas, insurgentes e de invenção;
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democratização do audiovisual na Região dos Caetés.
7. Um festival antiglobal e contra-hegemônico
O FICCA se mantém como movimento cultural anticapitalista, antiglobalizante e de resistência, promovendo:
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redes solidárias;
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partilhas formativas;
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protagonismo das comunidades;
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invenção estética;
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cineclubismo como práxis pedagógica e política.
8. Mostras e Programação – Edição de 2025
MOSTRAS NÃO COMPETITIVAS
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Cinema de Guerrilhas
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Negro FICCA
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Caeté-Cult
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Juventudes
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Cinema das Amazônias
RODAS DE CONVERSA
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O Cinema das Amazonas e das Américas
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Cinema Quilombola
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Cinema da Escola
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Cinema de Resistência e Desobediência Poética
OFICINAS AUDIOVISUAIS
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4 oficinas – 20h/aula cada
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80 jovens
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territórios praieiros, periféricos e quilombolas
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filmes exibidos de 8 a 10 de dezembro
9. Francisco Weyl – O Carpinteiro
Francisco de Assis Weyl Albuquerque
Poeta, realizador, jornalista, pesquisador
Diretor da Arte Usina Caeté e do FICCA
Autor de Kynema (2021)
Criador do Cineclube Amazonas Douro
Vencedor de prêmios nacionais do MinC/Funarte
Coordenador de circulação audiovisual no Pará
Realizador do FEST-FISC
Presidente da Federação Paraense de Cineclubes (2010–2012)
Criou o FICCA em 2014 como projeto de inclusão, formação e insurgência cultural.
© Carpinteiro de Poesia Francisco Weyl
Contato: (91) 91992952510




