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O Chamado do Prêmio Caruana e o Encantamento das Imagens

  • Foto do escritor: Francisco Weyl
    Francisco Weyl
  • 23 de nov.
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 3 horas

Hoje, temos a alegria de apresentar ao público o nosso “Caruana”, o novo troféu do Festival Internacional de Cinema do Caeté – FICCA, que chega à sua décima edição celebrando memória, território e imaginação amazônica.

O nosso KARUANA é com K.

O troféu nasce das mãos de um mestre que é, ele mesmo, parte fundamental da cultura do Caeté: o artista e artesão “Santeiro” Japon, reconhecido por sua habilidade singular na criação de imagens sacras e populares, entre elas o tradicional São Benedito, presente em tantas casas e festejos da região.Foi Japon quem deu forma, alma e presença ao nosso troféu — inspirado na imagem que ele próprio construiu e que representa a manifestação visual do Karuana das Imagens.

A escolha do nome não é mero gesto simbólico: os Caruanas representam o que é espírito, força encantada, entidade de movimento, de criação e de passagem entre mundos. Assim como os Caruanas navegam entre dimensões na tradição amazônica, o cinema também navega — entre realidades, memórias, invenções e afetos.

Por isso, o troféu do FICCA chama-se KARUANA, pois reconhece o cinema como essa travessia encantada que transforma quem olha e quem cria.

O Karuana das Imagens, conceito desenvolvido no âmbito das oficinas de Cinema de Guerrilha e das práticas de arte-educação audiovisual realizadas na Amazônia, nasce da brincadeira, da reciclagem criativa, da câmera-caixa que vira corpo, boneco, performance; que acolhe a criança, o jovem, o adulto, e os convida a ver o mundo com outros olhos. A câmera que se transforma em gente, e a gente que se transforma em câmera.É esse mesmo princípio — lúdico, inventivo, comunitário e profundamente amazônico — que agora se materializa no troféu criado por Japon.

Ao entregar o karuana a cada realizador premiado, entregamos também a história das oficinas, dos jovens e adultos quilombolas que ressignificaram a câmera; a metodologia nascida na floresta; o gesto de construir imagens e narrativas próprias; e a filosofia poética que move o FICCA desde sua criação pelo autodenominado carpinteiro de poesia, Francisco Weyl.

Assim, o Karuana não é apenas um troféu.É um encantado que atravessa o cinema.É um objeto que carrega território, cultura, ancestralidade e futuro.

Com ele, celebramos a força criadora do Caeté, e anunciamos que a culminância do FICCA 2025 acontecerá nos dias 8, 9 e 10 de dezembro, reunindo artistas, realizadores, mestres da cultura popular e o público para viver, mais uma vez, o cinema como encontro e encantamento.

Que o Karuana ilumine os caminhos de quem cria.E que continue a revelar, como sempre fez, a potência das imagens que nascem da Amazônia.


X FICCA


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Duas esculturas douradas do troféu Caruana estão posicionadas sobre uma mesa de madeira, diante de uma parede azul vibrante. Cada escultura representa uma figura humana estilizada em movimento, com o corpo envolto por um tecido que parece esvoaçar ao vento. No lugar da cabeça, a figura traz uma câmera antiga, como se fosse um ser encantado das imagens. Ambas as peças têm acabamento dourado e textura artesanal, remetendo ao trabalho manual do artista.

X FICCA – Festival Internacional de Cinema do Caeté – Ano 10

Projeto aprovado pelo Edital n° 005/2025 – Fomento à Circulação de Projetos Culturais (PNAB), Segmento Patrimônio Cultural Material, com apoio do Ministério da Cultura e da Secretaria de Cultura do Estado do Pará (SECULT/PA)

REALIZAÇÃO: Governo Federal/Ministério da Cultura; Governo do Pará/Secretaria de Cultura/Fundação Cultural do Pará, através da PNAB e Lei Semear

PATROCÍNIO: Fundação Guamá, Parque de Ciência e Tecnologia - Guamá; Instituto Sustentabilidade da Amazônia com Ciência e Inovação; e Casa Poranga e de Seu Rompe Mato

APOIO CULTURAL: Multifário; Associação Remanescentes de Quilombolas do Torre/Tracuateua; Grupo de Pesquisas Perau-PPGArtes-Ufpa; Academia de Letras do Brasil; ALB-Bragança; Henrique Brito Advocacia

APOIO INTERNACIONAL: Livraria Independente Gato Vadio (Porto); BEI Film; Escola Superior de Teatro e Cinema - Instituto Politécnico de Lisboa; Associação Nacional de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde; Fundação Servir Cinema Cinema - Cabo Verde

PARCERIA: BRAGANÇA: Prefeitura e Secretaria Municipal de Cultura; CVC; Projeto Aluno Repórter; Hotel Pousada de Ajuruteua; Pousada Casa Madrid; Pousada Aruans Casarão; Mexericos na Maré; Paróquia de São João Batista; Restaurante Cantinho da Vilá; Restaurante São Benedito; Restaurante Benquerença; Nossa Casa da Praia; AUGUSTO CORREA: Prefeitura e Secretaria Municipal de Cultura; Escola Lauro Barbosa dos Santos Cordeiro - Patal; EMEF André Alves – Nova Olinda. Cineclube Urumajó; Cineclube Uru PRIMAVERA: Vereador Waldeir Reis; Espaço Cultural Casa da Vozinha; Associação dos Produtores de Guarumandeua; Associação dos Agricultores de Siquiriba; QUATIPURU: Monóculo da Vovó; Associação Quilombola de Sacatandeua; ANANINDEUA: Centro Cultural Rosa Luxemburgo; BELÉM: Escola República de Portugal; Escola Madalena Raad; Cordel do Urubu; Vagalume Boi Bumbá da Marambaia; Cine Curau; Casa do Poeta Caeté.

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COORD. PEDAGÓGICA: ROSILENE CORDEIRO / MARCELO SILVA

COORDENAÇÃO: Francisco Weyl

COORD. PRODUÇÃO: Roberta Mártires

@ficcacinema

 
 
 

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