FICCA celebra 10 anos à beira do Caeté
- Francisco Weyl

- há 4 dias
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Atualizado: há 3 horas
Entre os dias 8, 9 e 10 de dezembro de 2025, o X Festival Internacional de Cinema do Caeté (FICCA) comemora uma década de trajetória com uma programação que ocupa três territórios do nordeste paraense: Bragança do Pará, Augusto Corrêa (Patal) e Ajuruteua.
O festival reafirma o cinema como gesto coletivo, nascido das experiências em escolas, feiras, comunidades quilombolas, praias e marés. Depois de passar pelo Porto (Portugal) e Cabo Verde ao longo do ano, o FICCA retorna ao Caeté celebrando encontros, saberes e as lutas que moldam o cinema feito no chão amazônico.
Presenças nacionais e internacionais
A programação reúne convidados de diferentes regiões do Brasil e de outros países de língua portuguesa, fortalecendo pontes culturais entre Amazônia, África e Europa.
Entre as presenças internacionais, destacam-se o pesquisador e realizador Luís Costa e Cláudia Sá (Portugal), ligados à Livraria Gato Vadio, e Júlio Silvão, da Fundação Servir Cinema, de Cabo Verde.
Do cenário nacional, participam nomes como André Queiróz (UFF), Denis Bezerra (UFPA), Henrique Brito (ALB-Pará), José Carlos Barroso (IGHB), Manoel Ramos, Roberta Mártires, Rosilene Cordeiro, Cuité Marambaia, Mateus Moura, Buscapé Blues e diversos pesquisadores, artistas, mestres da cultura popular e produtores culturais paraenses e brasileiros.
Programação por localidades
Bragança do Pará — 8 de dezembro
O festival abre na Feira do Agricultor Familiar, com roda de conversa sobre saberes e lutas culturais. À tarde, no Salão Beneditino, acontecem acolhimentos institucionais, falas de autoridades locais e uma homenagem ao professor José Ribamar Gomes Oliveira, seguida da exibição dos filmes “Alma das Ruas”, de Francisco Weyl, e “Artesania Caeteura”, do Coletivo Torre.
Augusto Corrêa (Patal) — 9 de dezembro
Na Escola Lauro Barbosa dos Santos Cordeiro, o encontro “Cinema na Escola” promove uma vivência com pesquisadores e realizadores brasileiros e internacionais. No início da noite, a Praça do Patal recebe uma Sessão Cineclubista e Dialógica com exibição de “Nas águas do Rio Tijoca o Patal conta a sua História”, seguida de debate.
Ajuruteua — 10 de dezembro
Na Nossa Casa da Praia, o encerramento reúne artistas, músicos e pesquisadores para uma roda de conversa sobre arte e territórios marginais, além de uma vivência poética coletiva. O dia termina com mais uma sessão cineclubista, mediada por convidados nacionais e internacionais.
Cinema como convite ao encontro
Nesta edição histórica, o FICCA reafirma o cinema como ferramenta de autonomia, memória e criação compartilhada. Em vez de representar, convoca. Em vez de ilustrar, enfrenta. E transforma territórios amazônidas em espaços de produção de imagem e pensamento.
O retorno ao Caeté consolida o festival como ponto de ligação entre comunidades locais e redes culturais internacionais, reunindo artistas, mestres populares, acadêmicos, estudantes e moradores para celebrar um cinema que persiste, resiste e ferve.


## #PARATODOSVEREM — Leitura da Imagem
Primeira imagem: Cartaz em tons de amarelo e laranja. À esquerda, um texto apresenta os dez anos do FICCA e seu caráter insurgente. No centro, aparecem logomarcas de instituições públicas e culturais envolvidas na realização, apoio e patrocínio. À direita, uma figura colorida de uma pessoa caminhando descalça, carregando uma grande câmera nos ombros, com fitas coloridas ao vento. No topo direito lê-se “Festival Internacional de Cinema Caeté – 10 anos – Brasil, Cabo Verde, Portugal”. Na parte inferior estão as informações “Bragança do Pará, Augusto Corrêa, Tracuateua — 8, 9, 10 dezembro 2025” e o logotipo do FICCA.
Segunda imagem: Fundo amarelo com texto dividido em colunas contendo a programação dos dias 8, 9 e 10 de dezembro, com horários, locais, atividades, rodas de conversa, sessões de cinema, homenagens e nomes dos participantes. No canto inferior direito aparece novamente a figura colorida da pessoa com a câmera nos ombros.
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X FICCA – Festival Internacional de Cinema do Caeté – Ano 10
Projeto aprovado pelo Edital n° 005/2025 – Fomento à Circulação de Projetos Culturais (PNAB), Segmento Patrimônio Cultural Material, com apoio do Ministério da Cultura e da Secretaria de Cultura do Estado do Pará (SECULT/PA)
REALIZAÇÃO: Governo Federal/Ministério da Cultura; Governo do Pará/Secretaria de Cultura/Fundação Cultural do Pará, através da PNAB e Lei Semear
PATROCÍNIO: Fundação Guamá, Parque de Ciência e Tecnologia - Guamá; Instituto Sustentabilidade da Amazônia com Ciência e Inovação; e Casa Poranga e de Seu Rompe Mato
APOIO CULTURAL: Multifário; Associação Remanescentes de Quilombolas do Torre/Tracuateua; Grupo de Pesquisas Perau-PPGArtes-Ufpa; Academia de Letras do Brasil; ALB-Bragança; Henrique Brito Advocacia
APOIO INTERNACIONAL: Livraria Independente Gato Vadio (Porto); BEI Film; Escola Superior de Teatro e Cinema - Instituto Politécnico de Lisboa; Associação Nacional de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde; Fundação Servir Cinema Cinema - Cabo Verde
PARCERIA: BRAGANÇA: Prefeitura e Secretaria Municipal de Cultura; CVC; Projeto Aluno Repórter; Hotel Pousada de Ajuruteua; Pousada Casa Madrid; Pousada Aruans Casarão; Mexericos na Maré; Paróquia de São João Batista; Restaurante Cantinho da Vilá; Restaurante São Benedito; Restaurante Benquerença; Nossa Casa da Praia; AUGUSTO CORREA: Prefeitura e Secretaria Municipal de Cultura; Escola Lauro Barbosa dos Santos Cordeiro - Patal; EMEF André Alves – Nova Olinda. Cineclube Urumajó; Cineclube Uru PRIMAVERA: Vereador Waldeir Reis; Espaço Cultural Casa da Vozinha; Associação dos Produtores de Guarumandeua; Associação dos Agricultores de Siquiriba; QUATIPURU: Monóculo da Vovó; Associação Quilombola de Sacatandeua; ANANINDEUA: Centro Cultural Rosa Luxemburgo; BELÉM: Escola República de Portugal; Escola Madalena Raad; Cordel do Urubu; Vagalume Boi Bumbá da Marambaia; Cine Curau; Casa do Poeta Caeté.
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COORD. PEDAGÓGICA: ROSILENE CORDEIRO / MARCELO SILVA
COORDENAÇÃO: Francisco Weyl
COORD. PRODUÇÃO: Roberta Mártires
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