COMO SERÁ A CULMINÂNCIA DO X FICCA
- Francisco Weyl

- 1 de dez. de 2025
- 5 min de leitura
O X FICCA – Festival Internacional de Cinema do Caeté chega aos seus dez anos reafirmando sua natureza de festival em movimento, cineclubista, pedagógico e profundamente comprometido com os territórios da Amazônia Atlântica. Durante todo o ano, o FICCA circula por escolas, comunidades tradicionais, periferias, praças, centros culturais e espaços alternativos, promovendo oficinas, formações, debates e sessões públicas que democratizam o audiovisual e fortalecem a criação local e transatlântica
A edição de 2025 reúne 88 filmes inscritos, dos quais 24 foram selecionados para a Mostra Competitiva. Como acontece historicamente, todos os filmes selecionados (exceto os longas) passam a integrar automaticamente o Acervo FICCA 2025/2026, base das ações cineclubistas do próximo ano e das circulações desenvolvidas pelo festival em diferentes territórios, presenciais e virtuais
🌀 A Linha da Memória — A força que sustenta o FICCA
O FICCA mantém, desde sua origem, uma política própria de reconhecimento que valoriza a memória, a luta e a contribuição de artistas, mestres, militantes e ativistas culturais. É o que chamamos de Linha da Memória, dimensão que atravessa as políticas pedagógicas do festival e afirma trajetórias coletivas, saberes periféricos, indígenas, negros, caboclos e tradicionais que estruturam sua identidade
Daí emergem nossos prêmios, que nunca são meros troféus individuais: são reverências a toda uma rede. São prêmios que carregam a energia e o legado de camaradas que construíram cultura, política e resistência antes de nós e que seguem vivos na memória do festival.
Em 2025, o FICCA homenageia três figuras essenciais com prêmios especiais:
Joseny Santos – Poéticas das Gambiarras
Joel Antônio dos Santos – Estéticas de Guerrilha
Paulo Miranda – Tecnologias do Possível
Essas homenagens reafirmam a tradição de reconhecer quem faz da arte e da vida um gesto crítico e libertário. E se somam ao conjunto histórico de homenageados do festival entre 2016 e 2025, que inclui nomes como Arthur Leandro, Padre Bruno Sechi, Paulinho Fonteles, Gabriel Pimenta, Irmã Dorothy, Paulo Paulino Guajajara, Jaime Teixeira, Isa Cunha e tantos outros que marcam o território simbólico do FICCA
🎬 Mostras Competitivas e Não-Competitivas
O X FICCA apresenta uma seleção que atravessa diferentes linguagens e territórios: ficções, documentários, animações, media-metragens, experimentais, filmes amazônicos, negros, periféricos, transatlânticos.
As Mostras Não-Competitivas — Cinema de Guerrilhas, Negro FICCA e Caeté-Cult — reafirmam a vocação formativa do festival:
Cinema de Guerrilhas
Eixo histórico do FICCA. Estéticas insurgentes, críticas, radicais, que desestabilizam estruturas e inventam possibilidades para o cinema brasileiro e amazônico
Negro FICCA
Mostra que celebra a criação negra no audiovisual e destaca narrativas sobre memória, luta, ancestralidade, espiritualidade e territórios
Caeté-Cult
Mostra exclusiva para as produções paraenses, reafirmando a potência do cinema amazônico contemporâneo que emerge de cidades como Bragança, Viseu, Marabá, Cametá, Tracuateua, Belém, entre outras
A lista completa dos filmes selecionados — longas, médias e curtas — está disponível nas publicações oficiais do festival.
📅 Programação — 8, 9 e 10 de dezembro
A programação do X FICCA integra vivências em Bragança, Patal (Augusto Corrêa) e Ajuruteua, com:
Feira do Agricultor Familiar
Rodas de conversa com mestres, artistas, ativistas, pesquisadores e fazedores de cultura
Leitura poética, homenagem e exibição de filmes
Sessões cineclubistas em praça pública
Vivências artísticas, culturais e comunitárias
Atividades de formação em cinema, memória e território
Encerramento na Praia de Ajuruteua
Durante o evento haverá anúncios ao longo dos dias, mas os vencedores da Mostra Competitiva serão revelados somente no dia 10 de dezembro, na Praia de Ajuruteua, em cerimônia transmitida ao vivo pelo Canal do FICCA, como informado na Nota Oficial do festival
🔥 Um festival amazônida, popular, antissistêmico e transatlântico
Mais do que um festival, o FICCA é uma rede viva de cineclubes, coletivos, artistas, educadores, quilombolas, povos tradicionais, juventudes periféricas e conexões internacionais. Um festival que acredita que cinema é ferramenta de autonomia, memória e luta. Um festival que nasce das comunidades, circula pelos territórios e retorna para eles como política cultural de base.
O FICCA completa dez anos sendo exatamente isso: um movimento.
Entre na roda.
Viva o cinema do Caeté.
Carpinteiro de Poesia

Imagem em fundo amarelo-alaranjado, com textura que lembra tinta espalhada ou papel artístico. No topo, em letras grandes, grafadas em marrom-escuro, lê-se: “10º FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DO CAETÉ”.
Abaixo do título, ao centro, há a pequena ilustração de uma figura humana estilizada, vestindo roupas coloridas e segurando um objeto alongado — lembrando um brincante de cultura popular.
Logo abaixo, em letras pretas:“BRASIL, PORTUGAL, CABO VERDE”.Em seguida, uma lista horizontal com os nomes dos municípios participantes do Brasil (Pará): Bragança do Pará, Augusto Corrêa, Tracuateua, Belém, Ananindeua, Quatipuru, Primavera; depois Porto (Portugal); e Cidade da Praia (Cabo Verde).
À esquerda e à direita da arte, aparecem grandes ramos dourados, semelhantes aos louros tradicionais usados em selos de festivais de cinema. Os ramos estão inclinados para dentro, moldurando o conteúdo central.
Na metade inferior da imagem estão distribuídos diversos logotipos de patrocinadores, apoiadores institucionais, internacionais e culturais, alinhados em blocos horizontais. Entre eles, destacam-se marcas do Governo do Pará, Secretaria de Cultura, Fundação Guamá, Ministério da Cultura, Governo Federal, entre muitos outros parceiros locais, nacionais e estrangeiros.
Na base da imagem, no centro, há o ícone de uma cadeira de diretor de cinema em preto, acima da palavra “Ficca.” que identifica o festival.
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X FICCA – Festival Internacional de Cinema do Caeté – Ano 10
Projeto aprovado pelo Edital n° 005/2025 – Fomento à Circulação de Projetos Culturais (PNAB), Segmento Patrimônio Cultural Material, com apoio do Ministério da Cultura e da Secretaria de Cultura do Estado do Pará (SECULT/PA)
REALIZAÇÃO: Governo Federal/Ministério da Cultura; Governo do Pará/Secretaria de Cultura/Fundação Cultural do Pará, através da PNAB e Lei Semear
PATROCÍNIO: Fundação Guamá, Parque de Ciência e Tecnologia - Guamá; Instituto Sustentabilidade da Amazônia com Ciência e Inovação; e Casa Poranga e de Seu Rompe Mato
APOIO CULTURAL: Multifário; Associação Remanescentes de Quilombolas do Torre/Tracuateua; Grupo de Pesquisas Perau-PPGArtes-Ufpa; Academia de Letras do Brasil; ALB-Bragança; Henrique Brito Advocacia
APOIO INTERNACIONAL: Livraria Independente Gato Vadio (Porto); BEI Film; Escola Superior de Teatro e Cinema - Instituto Politécnico de Lisboa; Associação Nacional de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde; Fundação Servir Cinema Cinema - Cabo Verde
PARCERIA: BRAGANÇA: Prefeitura e Secretaria Municipal de Cultura; CVC; Projeto Aluno Repórter; Hotel Pousada de Ajuruteua; Pousada Casa Madrid; Pousada Aruans Casarão; Mexericos na Maré; Paróquia de São João Batista; Restaurante Cantinho da Vilá; Restaurante São Benedito; Restaurante Benquerença; Nossa Casa da Praia; AUGUSTO CORREA: Prefeitura e Secretaria Municipal de Cultura; Escola Lauro Barbosa dos Santos Cordeiro - Patal; EMEF André Alves – Nova Olinda. Cineclube Urumajó; Cineclube Uru PRIMAVERA: Vereador Waldeir Reis; Espaço Cultural Casa da Vozinha; Associação dos Produtores de Guarumandeua; Associação dos Agricultores de Siquiriba; QUATIPURU: Monóculo da Vovó; Associação Quilombola de Sacatandeua; ANANINDEUA: Centro Cultural Rosa Luxemburgo; BELÉM: Escola República de Portugal; Escola Madalena Raad; Cordel do Urubu; Vagalume Boi Bumbá da Marambaia; Cine Curau; Casa do Poeta Caeté.
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COORD. PEDAGÓGICA: ROSILENE CORDEIRO / MARCELO SILVA
COORDENAÇÃO: Francisco Weyl
COORD. PRODUÇÃO: Roberta Mártires
@ficcacinema




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