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  • Francisco Weyl

Seis filmes disputam dois prêmios na competitiva de longas metragens do VIII FICCA no Líbero Luxardo




Filmes de natureza social e sentimental predominam a temática dos seis filmes selecionados pela Comissão de Juri do festival, sendo que a curadoria desta mostra competitiva primou pela estética da resistência, a partir de narrativas que colocam a poesia e a urgência da vida na ordem do dia.

As sessões competitivas de longas metragens que se submeteram ao festival serão realizadas no Cine Líbero Luxardo, dias 8 e 10 de Dezembro, a partir das 14h, sendo que os filmes premiados serão exibidos a partir do dia 11 até o dia 14 de Dezembro.

Nesse mesmo período de 11 a 14 de Dezembro decorrerão três mostras especiais de cinema, a saber: EXERCITO e o exercício cinematográfico de Ana Tinoco; Sérgio Santeiro e a defesa do Cinema Brasileiro; e O Cinema Invisível de Vicente Cecim.

O FICCA é um festival aberto, inclusivo e descentralizado, que ocorre o ano todo mas cuja culminância acontece entre 8 e 10 de Dezembro, entretanto, este ano, em razão da Copa, algumas atividades foram antecipadas e outras tiveram suas datas transferidas, com o festival se adaptando às demandas das realidades das comunidades com as quais ele dialoga no momento da sua instalação coletiva.


Veja programação de exibição, dias 8 e 10 de DEZEMBRO de 2022


COMPETIÇÃO LONGAS


PROGRAMAÇÃO DE EXIBIÇÃO NO LÍBERO LUXARDO


DIA 8 DE DEZEMBRO


14H

Doidos de Pedra – o paraíso ameaçado (Luiz Eduardo Ozório – Rio de Janeiro, RJ – 1h50min)

Um paraíso esquecido. Uma gente doida por arte. Um santuário ameaçado. Pedra de Guaratiba é uma colônia de pescadores que à partir dos anos 60 passou a ser habitada também por inúmeros artistas plásticos, poetas, escritores e músicos de todos os gêneros. Um paraíso da natureza e da cultura, que controversamente enfrenta há 4 décadas um grave crime ambiental em seu manguezal e sua baía


15H50

Os Devotos de S. Sebastião (André dos Santos e Artur Arias Dutra – Belém, Pa - 63min)

Todos os anos, a comitiva de São Sebastião parte em uma grande jornada pelos misteriosos campos do Marajó, que foram a inspiração de Dalcídio Jurandir em seu premiado romance "Chove nos Campos de Cachoeira". A viagem de seis meses tem a missão de levar a fé, devoção, alegria e esperança para estes isolados lugares e seus habitantes. Os foliões de São Sebastião, como são conhecidos, têm como armas os instrumentos musicais, suas vozes e a imagem peregrina de São Sebastião. Este documentário conta a história desta tradição.


16H55

Achados não Procurados (Fabi Penna, Florianópolis, SC / 93min)

Um cidadão exemplar deixa como legado, além de seus vastos predicados, algo totalmente inesperado: fotos e documentos comprometedores de sua vida amorosa clandestina e conchavos políticos.


DIA 10 DE DEZEMBRO


14H

Maria e Zé Claudio (Evandro Medeiros - Marabá, PA – 71min)

Documentário sobre a história de vida e luta e o legado dos ambientalistas Maria do Espírito Santo Silva e José Claudio Ribeiro, mortos por pistoleiros a mando de fazendeiros, em maio de 2011, devido suas denúncias contra desmatamento e retirada ilegal madeira do Assentamento Agroextrativista PraialtaPiranheira em que moravam, no município de Nova Ipixuna, no sudeste do Pará, Amazônia. Após 10 anos do assassinato, familiares de Maria e Zé Claudio e testemunhas do caso, seguiram sofrendo ameaças contra suas vidas e intimidações para que deixassem o assentamento onde vivem. Mesmo assim, os familiares de Maria e Zé Claudio permaneceram na terra, transformaram a residência do casal numa espécie de museu-fundação que leva seus nomes, organizaram sistema de produção agroecológico e seguiram mobilizando a luta por justiça, contra a violência no campo e em defesa da floresta viva, desde onde habita a gigantesca castanheira que os ambientalistas batizaram com nome de Majestade, um símbolo da presença viva de Maria e Zé Claudio


15H15

O Orvalho e o Rio (Leonardo Pinheiro, Florianópolis/SC – 88min)

Um ano após o término de seu relacionamento, Marcelo volta ao sítio onde viveu parte dessa história. É inverno, a casa se encontra em uma clareira. A grama está alta e os canteiros estão abandonados. Várias caixas espalhadas pela sala, coisas velhas pelos cantos da casa. Na cozinha o fogo queima brando no fogão a lenha. Próximo dali corre um rio, onde Marcelo se refugia da confusão de memórias que o acompanha. Resíduos de um passado que busca reencontro consigo mesmo.


16H50

Terra prometida (Gunga Guerra – Niterío, RJ – 1H50seg)

Inspiração livre e poética do filme O Pagador de Promessas, ganhador da Palma de Ouro de Cannes em 1962, do cineasta brasileiro Anselmo Duarte. Essa versão é uma crítica da violência sofrida pelas pessoas mais desprivilegiadas. Essa releitura continua com o contexto de crítica político-social e com o conceito ligado aos direitos humanos, como o direito à liberdade, a segurança e a terra.


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VIII FICCA é organizado pela ARTE USINA CAETÉ, em parceria com o Centro Cultural Cineclube Casa do Professor, Cineclube Amazonas Douro, WFK-Direitos Humanos, Multifário Arte, com patrocínio do Governo do Pará, via Lei Semear/Fundação Cultural do Pará, Prêmio Preamar/Secretaria de Estado da Cultura.


© FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DO CAETÉ

Curador: Carpinteiro de Poesia



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