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  • Foto do escritorFrancisco Weyl

FICCA antecipa anúncios de vencedores e institui prêmio popular

O FICCA não é um festival convencional comercial submetido aos princípios das curadorias padronizados pelo mercado cultural e mediático, logo, não espere diversão e entretenimento de suas metodologias e práxis pedagógicas audiovisuais.

O festival que roda o ano inteiro através de mostras no chão das escolas e dos terreiros nas comunidades periféricas segue seu caminho sem financiamentos institucionais e partidários, pagando por isso mesmo um preço bastante caro.

Mas como o valor da autonomia e da liberdade criativa é caríssimo para os ricos de espírito que praticam a arte compromissada com as grandes causas de seu tempo, o festival se mantém, em redes de solidariedade.

E de apoios, todos que trabalham no FICCA são voluntários, excetuando-se quando o festival dispôs de recursos vias leis de incentivo, o que não é o caso deste ano, entretanto, quanto mais adversidades, ainda maior será a vontade do artista de criar e superar.

E é o que o coletivo FICCA tem feito, seja pela via do festival, seja individualmente, através de seu núcleo duro, composto pela Rosilene Cordeiro, Cuité, Roberta Mártires, Mateus Moura, Marcelo Rodrigues.

Somando-se a eles, uma legião de anjos de entidades e associações, escolas e comunidades, juntando as mãos para construir os processos coletivos originários de dialógicas que resultam em curtas que impactam a sociedade local.

Trabalho de formiguinha que mudou a cara do audiovisual na Região Bragantina, do Caeté, do Salgado, do Nordeste paraense, onde tem sido realizados dezenas de projetos que contribuem para o desenvolvimento da cadeia do audiovisual na Amazônia.

Nós fazemos um trabalho que o Estado não faz e quando o faz beneficia uma elite que ignora esta lógica proposta pelo FICCA, razão porque manter nosso festival mesmo contracorrentes é de um valor inestimável do qual nos orgulhamos.

Em razão da sua dinâmica caracterizada como um festival de artes integradas, itinerante, cigano, mambembe e circense, o FICCA arma a sua panada no chão das comunidades.

O festival roda o ano inteiro, através de rodas de conversas, formações, cujas metodologias envolvem atores sociais e protagonistas locais que se utilizam do cinema como ferramenta de consciência.

Nestas vivências durante o ano difundimos o cinema paraense, amazônida, nacional que afirmamos em nosso festival, via mostras não competitivas como Cinema Contemporãneo de resistência, Negro Ficca, Caeté Cult, dentro e fora do país.

PRÊMIAÇÃO

PRÊMIAÇÃO

O festival recebe inscrições de todo o mundo, realizando inicialmente uma pré-seleção de filmes que são avaliados por uma comissão internacional de Juris.

Com a pandemia, em 2020, o Juri passou a avaliar e divulgar o resultado das obras em concurso bem antes da culminância do festival (8, 9,10/12), portanto, o Festival irá anunciar os premiados no decorrer desta semana.

 

As obras vencedoras serão exibidas nos canais do FICCA, dias 9 e 10 de Dezembro, período em que o público poderá escolher o melhor filme JURI POPULAR.

O PREMIO POPULAR será disponibilizado ao filme que mais catalisar acessos durante as exibições dos filmes premiados no canal do festival.

A escolha se dará através do quantitativo de comentários individuais durante o momento de exibição dos filmes no Youtube.

O filme com maior número de comentários durante a exibição vai conquistar o prêmio.

O FICCA informa ainda que, em razão da qualidade técnicas das obras e disputa, a IX edição resolveu criar e conceder dois prêmios do Juri.

Junto com os filmes premiados, o FICCA também selecionou obras para mostras não competitivas, que serão realizadas no decorrer de 2024.

Além destas exibições de mostras competitivas, o público poderá acompanhar pela Internet as mostras não-competitivas que acontecerão em Cabo Verde e Portugal, dias 8 e 15 de Dezembro, respectivamente.

A programação do FICCA arranca dia 1 de Dezembro na comunidade do Patal, Augusto Correa, na Escola Lauro Barbosa dos Santos Cordeiro, e, dia 2, na Vila Bonifácio, Ajruuteua, Bragança, na Escola Domingos de Sousa Melo.

Depois, a troupe do FICCA volta à Bragança, Quilombo América (dia 8.12), seguindo para Primavera e Quatipuru (dias 8, 9,10 Dezembro)

Acompanhe a programação do festival nas redes, ajude a divulgar.

A qualquer momento o diretor do FICCA poderá anunciar os vencedores.

 

Francisco Weyl

DIRETOR



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