• Francisco Weyl

Debates do FICCA na Rosário FM são aquecimento para Fórum Audiovisual Caeté Amazônia

Atualizado: há 5 dias

O desenvolvimento da cadeia audiovisual no Município de Bragança passa pela articulação de projetos como o Aluno Repórter e o Festival Internacional de Cinema do Caeté, que, juntos, promovem as rodas de conversas que vem sendo realizadas na Rádio Rosário FM, através do programa Bê-a-Bá, apresentado pelo professor e radialista Beto Amorim.

No debate de hoje, o assunto é cinema de escola e cinema de rua, com a presença do realizador Mateus Moura, e comentários e mediação do curador do FICCA, e Francisco Weyl e da jornalista Dani Franco, além do coordenador do Aluno Repórter, Beto Amorim.

O tema é um aquecimento para o Fórum Audiovisual Caeté Amazônia – Faca, convocado pelo FICCA e agendado para ser instalado no dia 9 de Dezembro durante a VIII edição do festival, na Casa de Cultura de Bragança do Pará.

Pretende-se criar uma carta com reflexões e propostas para o audiovisual da região, que tem alcançado visibilidade, seja pela realização de dois festivais de cinema no Município, seja pela potente produção qualitativa e quantitativa do campo audiovisual e cinematográfico, através da realização de filmes e vídeos, que tem circulado em mercados e circuitos alternativos, rede pública de televisão, e ainda conquistado prêmios em festivais nacionais.

Sem dúvida , um momento ímpar que requer perceber o lugar do audiovisual local, graças ao empenho individual de pessoas e de coletivos, alguns apoiados por instituições e organizações não-governamentais e de ensino e pesquisa, com destaques para alguns realizadores, como San Marcelo, Pedro Oleio, e os coletivos do Quilombo do América.

Há que destacar que, ainda que o fortalecimento desta cadeia seja resultado de anos de trabalhos de produtores e realizadores locais, o Município sempre foi plateau de filmes e projetos artísticos, principalmente em razão da Marujada e da praia de Ajuruteua, sendo que a maior parte das vezes estes projetos não dialogavam com os criadores e fazedores locais e sequer eram ou foram para cá retornados, seguindo percursos que nem mais ouvimos falar.

Genericamente, podemos assim definir este processo predador que usurpa o conhecimento e mais que isso aproveita-se da cultura, da imagem de uma determinada cultura, para produzir signos e objetos culturais que tem autonomias e até ganham prêmios sem que as expressões culturais ali retratadas ou as pessoas ali expostas sejam comunicadas ou reconhecidas ou obtenham para elas algum retorno simbólico ou material destes processos.

Se pensarmos Bragança como um polo de educação, reconhecemos o valor das Instituições de Ensino Superior que se têm esforçado para falar com as comunidades locais as línguas destas comunidades e retornar positivamente |ás suas demandas, ainda identificamos um distanciamento das pesquisas com relação aos processos criativos e ás produções de conteúdos e aos próprios conteúdos e obras criadas e/ou resultantes dos diversos festivais, filmes realizados, ou projetos desenvolvidos pelos realizadores e produtores.

Como alternativa a este deslocamento epistêmico, sugerimos que as IES reúnam, consolidem e divulguem dados reais das produções acadêmicas no campo artístico e cultural bragantino ou áreas a estas relacionadas, do mesmo modo, gere-se uma plataforma intercultural que reúna as informações de pesquisas, processos criativos e acontecimentos culturais ou eventos sociais culturais, para estimular estudos e difundir as ações.

Falar do cinema de escola e do cinema de rua, nesse contexto, é cruzar experiências e saberes, provocar o choque de possibilidades criativas para que o olhar do jovem seja livre de preconceitos, e generoso com o mundo e com o seu próprio processo criativo, nem sempre estruturado, na maioria das vezes mal financiado, e descoberto no momento que ele se estabelece e se desafia a reexistir no seu campo social e a partir das demandas de seus territórios, neste alinhamento com o real.



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VIII FICCA é organizado pela ARTE USINA CAETÉ, em parceria com o Centro Cultural Cineclube Casa do Professor, Cineclube Amazonas Douro, WFK-Direitos Humanos, Multifário Arte, com patrocínio do Governo do Pará, via Lei Semear/Fundação Cultural do Pará, Prêmio Preamar/Secretaria de Estado da Cultura.

© FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DO CAETÉ

Curador: Carpinteiro de Poesia

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Francisco Weyl





SERVIÇO


RODA DE CONVERSA Cinema de rua, Cinema de escola

DEBATEDORES: Mateus Moura, realizador / Beto Amorim, professor e radialista / Francisco Weyl, curador do FICCA / Dani Franco, jornalista

LOCAL: Rádio Rosário FM 106.7 (transmissão tb pela Internet)

DIA: 23 Novembro

HORA: 15h


VIII FICCA é organizado pela ARTE USINA CAETÉ, em parceria com o Centro Cultural Cineclube Casa do Professor, Cineclube Amazonas Douro, WFK-Direitos Humanos, Multifário Arte, com patrocínio do Governo do Pará, via Lei Semear/Fundação Cultural do Pará, Prêmio Preamar/Secretaria de Estado da Cultura.

© FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DO CAETÉ

Curador: Carpinteiro de Poesia

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