• Francisco Weyl

Começa hoje o VII FICCA na praia de Ajuruteua



Idealizado pelo autodenominado Carpinteiro de Poesia Francisco Weyl, o FICCA nasceu em 2014, às margens do Rio Caeté, em Bragança do Pará, tendo, neste período atravessado oceanos e conquistado continentes, recebendo filmes de diversos países, a maioria de espaços lusófonos, como Portugal e Cabo Verde.

Certificado pela Escola Superior Artística do Porto, Instituição de Ensino e de Pesquisa, sediada em Portugal desde 2018, o festival é parceiro da Associação Nacional de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde, razão pela qual muitos filmes lusófonos são recebidos pelo FICCA, que partiilha informações e diálogos sobre cinemas africanos, afroreligiosos e amazônicos com seus parceiros..

Nesta edição foram mais de cem filmes inscritos, com dezenas de selecionados oficialmente para a composição de três mostras não competitivas que acontecerão em 2022, durante os ciclos de oficinas e formações em cinema e cineclube que o festival desenvolve em escolas e comunidades periféricas e quilombolas da Amazônia Paraense.

E neste ano de 2021, o VII FICCA apresenta a exposição "Ajuruteua", de Roberta Mártires, que ficará patente na Casa do Professor, nos dias 8, 9 e 10 de Dezembro, período de realização do Festival, que homenageia o realizador Sérgio Péo, com a exibição de quatro filmes deste realizador, além de uma roda de conversa sobre a sua obra.

Além desta roda, haverá outros debates online sobre cinema de mulheres da resistência e cinema africano, direto da Costa do Marfim, com a presença de realizadores e produtores daquele Continente-irmão.

O FICCA não é um festival datado, sendo a sua culminância dias 8, 9, e 10 DEZ, mas o festival rola o ano inteiro, com mostras e oficinas, em escolas e comunidades parceiras.

Estas mostras compostas pelos filmes concorrentes e até alguns convidados.

Em 2022 manteremos a tradicional Mostra Negro FICCA, e acrescentaremos a Mostra Caeté Cult e a Mostra Cinema Contemporâneo de Resistência.

Todo o FICCA, portanto. é competitivo, desde as inscrições, este ano foram mais de cem inscritos.

A Comissão de Juris faz a SELEÇÃO OFICIAL do festival, que, sendo híbrido, semipresencial, não exibe todos estes filmes, apenas os vencedores de cada categoria, decisão que tomamos nestes tempos de pandemia.

Após a seleção oficial, o Juri faz o enquadramento das Mostras Não-competitivas.

Os filmes premiados, vencedores de cada categoria, serão conhecidos no dia 8, e apenas estes filmes rodam no canal do festival, durante os dias 8, 9, e 10.

Tendo como marca a presença da cinematografia africana, lusitana, brasileira – e amazônida , alguns destes filmes serão reexibidos nas telas da TV, porque desde 2020 que o festival exibe algumas de suas mostras em rede pública de TV, coisa que se repetirá em 2022, via Portal/TV Cultura do Pará,

Janela de exibição de filmes de temáticas sociais, e de realizadores que possuem relações de afetos com as comunidades nas quais atuam e pelas quais são reconhecidos, o FICCA recebeu centenas de filmes, tendo selecionado 38 obras estrangeiras, 408 brasileiras (62 paraenses), nos seus 8 anos de re-existência.

Sensível à participação de mulheres, juventude periférica, povos originários, de matrizes africanas, quilombolas, indígenas, e comunidades lgbtqia+, o FICCA se materializa em projeções cinematográficas e cineclubistas, rodas de conversas, formações, e outras atividades culturais, que ocorrem durante o ano e culminam nos dias 8, 9 e 10/12, em escolas públicas, quilombos, praias, praças, e comunidades de Bragança do Pará e Região dos Caetés


O DIRETOR

Autodenominado Carpinteiro de Poesia - poeta, realizador, cineclubista, jornalista, radialista, professor, ensaísta, artivista digital. Doutorando em Artes Plásticas, e pesquisador do Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade, da Faculdade de Belas Artes (Universidade do Porto); Mestre em Artes e Pós-graduado em Semiótica (Universidade Federal do Pará, Brasil); Bacharel em Cinema (Escola Superior Artística do Porto); ministrou aulas de Comunicação, Cinema, Antropologia, Filosofia, Arte, e Metodologia, em Portugal (Instituto Politécnico de Bragança); Cabo Verde (Universidade Jean Piaget); e Brasil (Universidade Federal do Pará). Desenvolve projetos com jovens em situações de vulnerabilidade, em comunidades periféricas e quilombolas. Foi Bolsista da CAPES, e colaborou com o UNICEF. Edita o Blog Carpinteiro de Poesia; coordena o FICCA - Festival Internacional de Cinema do Caeté. É “Marujeiro”, associado à Irmandade de São Benedito; e Doutor Honoris Causa (Academia de Letras do Brasil – ALB), em Bragança do Pará.


© FONTE: Ficca – Festival Internacional de Cinema do Caeté

Criador e Diretor – Francisco Weyl





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